Soja acumula queda de 4,2% em Chicago com melhora do clima nos EUA

A melhora das condições climáticas nos Estados Unidos ao longo dos últimos dias fez com que as cotações da soja acumulassem perdas nesta semana. Os contratos com vencimento em julho fecharam o pregão de sexta-feira cotados a US$ 15,245 por bushel (US$ 33,61 por saca), em queda de 0,57%. Com o desempenho de hoje, as cotações acumularam uma desvalorização de 4,18% na semana.

Os últimos dados de plantio nos Estados Unidos indicam que 61% da área estimada para a soja na safra 2021/22 já foi plantada até o último domingo. O desempenho significa um avanço de 19 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas, mostra também, um avanço significativo ao plantio do ano passado. No mesmo período de 2020, o plantio havia sido concluído em 51%, ou seja, os trabalhos deste ano estão adiantados em comparação ao ano passado.

Com as chuvas que atingiram praticamente todas as regiões produtoras ao longo dessa semana, a expectativa do mercado é que o ritmo de plantio se intensifique ainda mais e garanta um bom desenvolvimento das lavouras, pelo menos por enquanto. O novo relatório de plantio realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) será divulgado na próxima segunda-feira.

No milho a situação não é diferente. Praticamente toda a região produtora tem sido beneficiada pelo clima desde meados da semana. Até o último domingo, o plantio havia sido concluído em 80% da área estimada, tendo avançado 13 pontos percentuais em apenas uma semana. O ritmo de plantio está levemente maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 78% da área havia sido cultivada. Contudo, o desempenho deste ano é o maior desde 2018.

A melhora nas condições climáticas foi o fator de queda dos preços no pregão dessa sexta-feira. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia a US$ 6,565 por bushel (US$ 15,51 por saca), com baixa de 1,2%. Apesar da queda de hoje, as cotações do milho acumularam ganhos de 1,82% ao longo da semana.

O motivo para a valorização semanal do milho foi a demanda da China, que foi bastante ativa em suas compras nos últimos dias. Exceto por hoje, o USDA reportou encomendas diárias de milho americano. Na segunda-feira, a compra foi de 1,7 milhão de toneladas. Na terça, os chineses compraram outras 1,36 milhão de toneladas. Um novo lote de 1,36 milhão de toneladas foi adquirido na quarta-feira e, finalmente, outras 1,224 milhão foram adquiridas ontem. No total, foram 5,64 milhões de toneladas encomendadas nos últimos cinco dias.

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