Insumos da China para CoronaVac chegam nesta quarta a São Paulo; Fiocruz descongela IFA para vacina de Oxford

SÃO PAULO – Na manhã desta quarta-feira (10), São Paulo recebeu um novo lote de insumos vindos da China para a produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela parceria entre Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

Por volta das 7h30 da manhã, o avião vindo de Pequim pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Após o desembarque da carga, os insumos seguiram diretamente para a sede do Instituto Butantan, na Zona Oeste da capital paulista.

A nova remessa contém 5,6 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), considerado o princípio ativo da vacina. Segundo dados do próprio Butantan, essa quantidade de matéria-prima permite a produção de aproximadamente 8,7 milhões de doses. Tais doses serão repassadas integralmente ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Essa é a segunda remessa de IFA que chega a São Paulo em uma semana. Na última quarta-feira (3), São Paulo recebeu uma outra carga contendo 5,4 mil litros do ingrediente ativo.

Somadas, as cargas permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses de imunizantes, que começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde a partir do final de fevereiro. A expectativa do instituto é entregar todas as doses até o fim de março.

“A partir do dia 25 de fevereiro, liberaremos em torno de 600 mil doses por dia, até atingir o total de 17,3 milhões de novas doses em março”, explicou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan durante coletiva realizada no começo de fevereiro.

O Butantan tem um contrato com a pasta para o fornecimento de 100 milhões de doses da CoronaVac em 2021. Primeiramente, o Ministério assinou um acordo para adquirir 46 milhões de doses. Meses depois, assinou um segundo contrato, para garantir a compra de mais 54 milhões de doses.

Além das doses prometidas ao governo federal, João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo, anunciou que o governo estadual autorizou o Butantan a adquirir mais 20 milhões de doses da CoronaVac para serem usadas na campanha estadual de imunização. Segundo o governador, a expectativa é que, com as novas doses, toda a população do estado possa estar vacinada até o fim do ano.

Insumos da Fiocruz serão descongelados

Também nesta quarta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por produzir e distribuir a vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil, deve descongelar os insumos que recebeu da China no último sábado (8) e iniciar a produção das doses.

A carga de insumos estava congelada pois ainda deveria passar por mais testes de controle de qualidade. O degelo da carga precisa ser feito lentamente, e somente na sexta-feira (12) deve ter início a formulação do lote de pré-validação, necessário para garantir que o processo de produção da vacina está adequado.

A matéria prima recebida pelo instituto carioca permite a produção de mais 2,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 da universidade e farmacêutica britânicas. A Oxford/AstraZeneca já começou a ser aplicada no país, a partir de 2 milhões de doses prontas importadas da Índia no mês passado.

A Fiocruz esperava inicialmente o envio de 14 remessas de IFA ao longo do primeiro semestre, cada uma com insumo suficiente para produzir 7,5 milhões de doses. As duas primeiras remessas deveriam ter chegado em janeiro, e o contrato prevê que a fundação receba o suficiente para produzir 100,4 milhões de doses até julho. Apesar dos atrasos na chegada do insumo, a Fiocruz afirma que é possível manter o compromisso de entregar a mesma quantidade de doses.

Em fevereiro, em vez de dois lotes para 7,5 milhões de vacinas cada um, a Fiocruz receberá três lotes, que, somados, terão o IFA necessário para produzir as mesmas 15 milhões de doses previstas inicialmente. A chegada dos dois próximos lotes de IFA está programada para os dias 23 e 28 de fevereiro, e a Fiocruz prevê entregar o primeiro milhão de doses prontas entre 15 e 19 de março, e mais 14 milhões de doses até o fim do mês que vem.

A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, e a vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, são os únicos imunizantes contra a Covid-19 em uso no Brasil atualmente.

(Com Agência Brasil)

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