Goldman Sachs diz que China já não comanda preços das commodities

(Bloomberg) – Na avaliação do Goldman Sachs, as medidas da China para limitar a alta dos preços das commodities podem ser em vão, pois o país perdeu a capacidade de comandar o mercado.

Com a velocidade da recuperação em economias avançadas, especialmente nos Estados Unidos, a China não é mais o comprador que dita os preços, segundo relatório de analistas do Goldman liderados por Jeff Currie.

A queda de preços após os alertas do governo de Pequim contra a especulação é uma “clara oportunidade de compra”, já que matérias-primas como cobre e soja permanecem em trajetória ascendente com a oferta restrita, disseram.

A China, maior consumidora de muitas commodities, busca desacelerar o rali devido aos temores sobre a inflação. A pressão do governo chinês teve impacto, pois as cotações locais do minério de ferro caíram mais de 20% desde 12 de maio. O índice Bloomberg Commodity Spot perdeu cerca de 1% no período.

Leia também
China abala mercado do minério após commodity superar os US$ 200: o quanto isso afeta as ações da Vale?

A ação da China é semelhante ao que o governo de Washington fez em meados dos anos 2000, disse o Goldman.

“Quando observadores são incapazes de entender o que está impulsionando essa mudança de paradigma nos preços, atribuem isso aos especuladores, um padrão comum ao longo da história, que nunca resolveu o aperto fundamental.”

Há “evidências crescentes de que as commodities não são mais centradas na China”, disseram os analistas.

O principal motivo do maior poder dos EUA no mercado é o estímulo fiscal do governo de Washington, mas também existem fatores estruturais. A China já não se beneficia tanto de mão de obra barata ou de sua anterior indiferença às questões ambientais, que fazem disso um paradigma mudança, disseram.

Sócia da XP Investimentos oferece curso gratuito de como alcançar a liberdade financeira. Clique aqui para se inscrever.

The post Goldman Sachs diz que China já não comanda preços das commodities appeared first on InfoMoney.