Demora em chegada de insumos não atrasará produção de vacina de Oxford, diz presidente da Fiocruz

Frasco da vacina Oxford/AstraZeneca contra Covid-19 em hospital do Rio de Janeiro 27/01/2021 REUTERS/Pilar Olivares

RIO DE JANEIRO – A demora na chegada ao Brasil do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 não provocará o atraso no envase de doses do imunizante pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disse nesta sexta-feira a presidente da entidade, Nísia Trindade, acrescentando que a vacina deve começar a ser distribuída em março.

A previsão inicial era que os lotes do IFA começassem a chegar ao Brasil em janeiro, mas isso não aconteceu e somente no sábado os três primeiros lotes chegarão ao país para serem transformados em 15 milhões de doses iniciais da vacina.

A meta da Fiocruz é produzir cerca de 100 milhões de doses até julho e, no 2º semestre, entregar outras 110 milhões de vacinas que já serão produzidas com IFA próprio.

A produção do insumo faz parte de um acordo de transferência de tecnologia que ainda não foi integralmente formalizado.

“Não teremos atraso no nosso cronograma e na nossa entrega até julho. O início teve uma atraso que esperamos compensar nos próximos meses”, disse a presidente da Fiocruz a jornalistas.

“A perspectiva é produzir o primeiro lote de pré-validação na semana que vem e já entramos em paralelo com pedido de registro na Anvisa, teremos reunião para tirar dúvidas e não ter atraso… a primeira entrega deve ocorrer entre 12 e 15 de março.”

De acordo com o diretor de Biomanguinhos, uma unidade da Fiocruz, Mauricio Zuma, a produção da vacina de Oxford pela entidade deve ser rapidamente acelerada.

“A nossa vacina será muito boa e esse início estamos na curva de aprendizado, mas depois vamos ganhar escala e acelerar”, previu.

A presidente da Fiocruz disse ainda que, uma vez atendida a necessidade dos brasileiros por vacinas, será possível exportar o imunizante para outros países.

No momento, a esmagadora maioria da vacinação contra Covid-19 no Brasil está sendo feita com a CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac, que está sendo envasada no Brasil pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo.

O Butantan entregou 9,8 milhões de doses do imunizante ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Além desse volume, também estão sendo usadas 2 milhões de doses da vacina de Oxford importadas prontas da Índia. Esses dois imunizantes foram os únicos até o momento a obterem autorização para uso emergencial no país da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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