CPI da Covid, Orçamento, estreias na Bolsa e PIB da China: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Apesar do Ibovespa encerrar a última semana em alta, os investidores mantêm um clima de tensão diante, principalmente, do noticiário político nacional e do andamento da pandemia do coronavírus.

O Brasil segue batendo recordes de números diários de mortos pela Covid-19, com a vacinação ainda em ritmo lento e com riscos de paralisação por conta da falta de insumos. Com isso, seguem as incertezas de quando o país poderá iniciar um processo de reabertura e retomada econômica mais intensa.

Em meio a tudo isso, os próximos dias devem ser marcados pelas discussões sobre a atuação do governo na pandemia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinar que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) instale uma CPI da Covid-19.

A questão deve elevar a tensão entre os poderes, sendo que o presidente Jair Bolsonaro já criticou a decisão, falando em “imprópria militância política” de Barroso.

Além disso, o mercado seguirá de olho também ao debate sobre o Orçamento de 2021, que tem sido o principal fator de movimento da Bolsa nos últimos dias. Bolsonaro tem indicado que irá sancionar a lei orçamentária com vetos, como sugeriu o ministro da Economia Paulo Guedes, mas mesmo assim, o tema é delicado e pode agravar a crise política.

No exterior, os investidores seguem acompanhando as discussões sobre o pacote de estímulos de mais de US$ 2 trilhões do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O projeto deve gerar bastante debate, principalmente na questão que envolve como ele será financiado.

O democrata propôs um aumento de impostos corporativos, mas isso ainda não convenceu os congressistas republicanos e até mesmo alguns do próprio partido do presidente se mostram reticentes sobre o pacote.

Indicadores e agenda corporativa

Além de um noticiário já bastante agitado, a agenda de indicadores também estará recheada nesta semana, com dados importantes tanto no Brasil quanto no exterior.

Por aqui, já na segunda-feira (12) os investidores voltam as atenções para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o dado é importante para analistas acompanharem a evolução da economia, principalmente em um cenário de dificuldade de reação do país diante da crise da Covid-19.

Ainda na semana, atenção para números de inflação, como o IGP-10 na quinta-feira (15) e também aos números de vendas no varejo na terça (13), que ajuda a mostrar se o comércio está aquecido diante do cenário atual.

Na agenda corporativa, os próximos dias também serão bem agitados. Após alguns adiamentos na semana passada, estão previstas três estreias de ações na B3: Allied (dia 12), CM Hospitalar (dia 14) e Mater Dei (dia 16). Além disso, a Petrobras (PETR3;PETR4) realiza assembleia para a eleição de membros do conselho na segunda.

No exterior, um dos destaques será a China, com dois dias de baterias de indicadores. O primeiro será na segunda, com impacto no mercado brasileiro na terça por conta da diferença de horário. Neste dia, entre os dados que serão divulgado, o principal deles será a balança comercial, com os números de exportações e importações do país.

Já na noite de quinta, a China divulga o resultado do seu PIB do primeiro trimestre, com expectativa de crescimento de 1,5% na comparação trimestral, segundo dados compilados pela Refinitiv, contra uma alta de 2,6% no período anterior. Já no dado anualizado, a projeção é de avanço de 18,8%.

No mesmo dia, ainda saem os indicadores de vendas no varejo e da indústria, ajudando a traçar um cenário mais completo de como está a segunda maior economia do mundo.

Nos EUA, por sua vez, o dia mais agitado será a quinta de manhã, quando, além do tradicional indicador de pedidos de auxílio-desemprego semanal, saem os números de vendas no varejo, com expectativa de alta mensal de 5,5% (contra queda de 3% em fevereiro), e da produção industrial, que segundo dados da Refinitiv deve avançar 2,8%, ante recuo de 2,2% um mês antes.

Por fim, outro número importante que será apresentado será o de inflação ao consumidor (CPI), na quarta-feira, que deve passar de alta de 0,4% em fevereiro para 0,5% em março, levando o acumulado de 12 meses de 1,7% para 2,5%, de acordo com as projeções.

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