Chefe de investimentos de Yale, David Swensen, morre aos 67 anos

SÃO PAULO – David Swensen, chefe de investimentos da Universidade de Yale e responsável pelo fundo patrimonial (endowment) da instituição, morreu ontem aos 67 anos, após uma longa batalha contra o câncer.

Escritor de livros como “Pioneering Portfolio Management” (Desbravando a Gestão de Portfólios, na versão em português), Swensen é considerado pelo mercado um “guru” dos investimentos, ao inspirar toda uma geração de investidores com sua abordagem de alocação que ficou conhecida como o “Modelo de Yale”, e que hoje é padrão para diversas instituições de ensino e fundações nos Estados Unidos.

O “Modelo de Yale” consiste em ter uma carteira diversificada, alocando em ativos pouco líquidos, sempre com foco no longo prazo, de forma a gerar retornos mais consistentes.

Depois de receber seu PhD em economia pela Yale, em 1980, David trabalhou no banco Salomon Brothers e depois para o Lehman Brothers, antes de retornar à universidade, em 1985, para liderar o escritório de investimentos da instituição.

Em junho de 2020, o endowment de Yale administrava cerca de US$ 31,2 bilhões e apresentava retorno anual de 12,4% nas últimas três décadas. Segundo a instituição, no ano fiscal de 2021, suas contribuições representavam mais de um terço das receitas totais da universidade.

“Sob sua direção, o endowment de Yale trouxe retornos que estabeleceram ele como uma lenda entre investidores institucionais”, escreveu o presidente de Yale, Peter Salovey, em nota.

No fundo, quase um quarto está em venture capital e, combinado com private equity, hedge funds e com o mercado imobiliário, esses investimentos alternativos representam quase três quartos do total investido. Bonds (títulos do governo) e ações americanas respondem por menos de 10% da carteira.

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